---

  • ?
  • ?

---

  • ?
  • ?


Ouro Verde não integra lista dos municípios catarinense infestados pelo Aedes aegypt

Publicado em 01/08/2018 às 20:33 - Atualizado em 01/08/2018 às 20:33

Secretaria Municipal de Saúde realiza ações e conta com apoio da comunidade no combate

Ouro Verde não integra a lista dos 73 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypt em 2018, conforme levantamento da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina. A Secretaria Municipal de Saúde atua, através da Vigilância Sanitária, de forma intensa nas ações de combate ao mosquito, envolvendo diretamente a participação da comunidade.

Em 2017, o Programa de Combate a Dengue registrou apenas um foco do mosquito, no mês de setembro. Neste ano, até este mês de julho, foram identificados dois focos, no mês de março. O município conta, hoje, com dez agentes de saúde que realizam visitas nas residências, orientando as famílias quanto às formas de combate ao mosquito, que transmite dengue, febre chikungunya e ainda zika vírus. Há, ainda, uma rede de armadilhas em oito pontos como comércios, residências e locais públicos. Além de três pontos estratégicos, localizados no cemitério, borracharia e reciclagem, os quais são monitorados com periodicidade.

 

Preocupação da administração municipal

O prefeito Amélio Remor Junior comenta que é motivo de satisfação o município não integrar a lista daqueles infestados pelo mosquito no Estado, mas que não se deve deixar de manter os cuidados.

- Somos um município pequeno, com pouco mais de 2.200 habitantes, mas nem por isso essa tarefa de combater o mosquito se torna fácil, ou simples. É preciso muita atenção e por isso mantemos as ações com apoio da comunidade para que Ouro Verde não esteja na lista dos municípios infestados pelo mosquito – avalia.

O secretário Municipal de Saúde, Henrique Vogel, ressalta a importância da comunidade nas ações de combate ao mosquito.

- Sabemos da situação em nosso Estado e temos essa preocupação de Ouro Verde não estar na lista dos municípios infestados pelo mosquito. Por isso, estamos sempre focados e com apoio da comunidade que nos ajuda nas ações que desenvolvemos. Somente a Secretaria não conseguirá vencer essa luta, uma batalha contra o mosquito, mas juntamente com todos os moradores, mantendo os cuidados básicos, conseguimos evitar os focos – salienta.

A agente de Vigilância Sanitária, Dirlei Pasini Guiotto, enfatiza que o motivo de Ouro Verde não figurar na lista dos municípios infestados, é em razão do trabalho em conjunto.

- Realizamos um trabalho junto com a comunidade em geral, onde cada um faz sua parte, seja em casa, no trabalho, na rua, no comércio, nas escolas e nos demais locais públicos. Nosso objetivo é orientar e conscientizar a população – garante.

 

Situação em Santa Catarina

Ainda conforme a Dive, no período de 31 de dezembro de 2017 a 07 de julho de 2018, foram identificados 11.798 focos do mosquito Aedes aegypti em 150 municípios. Comparado ao mesmo período de 2017, quando foram identificados 7.939 focos em 135 municípios, houve um aumento de 48,6%. Em relação à situação entomológica, são 73 municípios considerados infestados, o que representa um incremento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 60 municípios nessa condição.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

- evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

- guarde garrafas com gargalo virado para baixo;

- mantenha lixeiras tampadas;

- deixe os depósitos de água sempre vedados, sem qualquer abertura;

- plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

- mantenha ralos fechados e desentupidos;

- lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito;

- denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria de Saúde;

- caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika, procure uma unidade de saúde.